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domingo, 2 de dezembro de 2007

Consciência Negra

Para dar início aos trabalhos sobre a Consciência Negra escolhi contar a história: Anjo Negro da Professora Neusa:

ANJO NEGRO

Os meninos da Terra são muito estranhos. Eles julgam os anjos pela cor. Gabriel, quando desceu a Terra, sabia disso e se precaveu. Sabia que iria sofrer esse preconceito e cada amiguinho iria querer vê-lo de uma forma. Se fosse preciso ele transformaria seu corpo com sua energia de anjo. Logo que chegou a Terra, uma menina percebeu sua presença. Percebeu também que ele não tinha cor. Seu corpinho era lindo. Seu rosto, suas asas, tudo transparente. Uma transparência maravilhosa. Ela olhou para ele e disse:

-Acho que é um anjo. É sim, um anjinho, mas não deve ser dos bons, se fosse seria vermelho e se fosse vermelho acharia minha boneca.

O anjinho mentalizou, vibrou, pôs energia na sua vontade e se tornou vermelho. Encontrou a boneca da menina. Despediu-se e seguiu seu caminho.

Depois de muito voar, encontrou um menino que disse:

- É um anjo. Mas anjo vermelho eu nunca vi. Bem que poderia ser um anjo verde, anjo da esperança. Então ele iria tirar minha pipa de cima daquela árvore.

O anjinho mais uma vez vibrou e tornou-se verde. Voou até a árvore e libertou a pipa do menino. Achou que aquela cor estava um tanto estranha mas seguiu seu caminho. Voou mais um pouco e novamente encontrou outro menino. Esse olhou para ele com olhos de quem não estava acreditando e falou:

- Que anjo estranho. Talvez seja dessa cor para confundir-se com a mata. Não é feio, mas eu gostaria de um anjo azul... da cor do céu. Sendo azul, ele poderia entrar naquele canal e pegar minha bola que caiu lá dentro.

O anjinho mentalizou a cor azul, um azul muito bonito da cor do céu e no mesmo instante lá estava ele azul e com a bola debaixo da asa. O menino, muito educado, agradeceu ao anjo Foi então que o anjo ouviu um chorinho. Era uma menina. Seu irmão tentando consolá-la disse:

- Não chore, olha, é um anjo.

Com os olhos ainda cheios de lágrimas, ela respondeu:

- Ainda que fosse um anjo preto, eu acreditaria que minha mãe está no céu. O homem mau falou que negro não entra no céu porque anjo é loirinho de olhos azuis.

O anjo comoveu-se ao perceber que o menino negro e sua irmãzinha eram órfãos. Não poderia trazer de volta aquela mulher como fez com a boneca, a pipa e a bola mas naquele momento, ele pôs toda sua energia na vontade de ser preto e se tornou o anjo negro. Para sempre... O anjo de todos os Meninos que sofrem o preconceito da cor.



O anjinho foi confeccionado com o gargalo de garrafa pet e a asa com o mesmo material da garrafa, colei papel e plástico colorido nas asas com as corres correspondentes. Para o anjinho mudar de cor da orla coloquei papel amassado das cores do anjinho pelo fundo da garrafa.

À medida que a história era contada ia mudando as cores dos papéis e a cor das asas. Foi muito interessante e as crianças gostaram bastante.

Agradeço a professora Neusa da comunidade Escola Sem mimeógrafo pela história e pela idéia de fazer o anjinho com garrafa pet.

Dica de lembrancinha de fim de ano:

Fazer montagens com fotos das crianças.

Entre nesse site tem vários modelos de montagens:

http://www.montafoto.com

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